03
fev
10

tendências do terminal

Já pensou o que rola nessas filas?

Pensando bem os terminais do Transcol – sistema de transporte coletivo da Grande Vitória que conta com 9 terminais em 3 municípios interligando-os. Paga-se apenas uma passagem e anda-se a vontade!!! – são grandes geradores de tendências. Quem anda no terminal – e olha pra os lados, claro -  consegue perceber os modismos daquele lugar.

Eu mesma já lancei duas modas: ir pro trabalho de chinelo ou de tênis com o sapato dentro da bolsa e ler um livro enquanto estou na fila esperando ônibus. A leitura era apenas de jornais e as pessoas ficavam olhando pra o tempo… hoje tem um monte de gente com livro na mão! Bacana.

Mas voltemos. Aquele é um rico lugar pra observar o comportamento das pessoas. As pessoas normalmente pegam o ônibus no mesmo horário diariamente. Então não é incomum ver amizades que foram feitas por lá. Sim, amizades, com direito a amigo x no final do ano e bolo de aniversário.

Outra coisa mundo comum é a quantidade de coisas que as pessoas vendem lá dentro. Não estou falando das lanchonetes, das barraquinhas que vendem um monte de quinquilharias. Estou falando de Natura, Avon, Forever, Herbalife, Racco, Jequiti, bijoteria, sapato, bolsa, e mais um sem número de coisas que nem consigo enumerar. Quase um mercado persa! Precisando de consultoras Natura ou Avon!? Muito fácil. É só dar uma chegadinha no terminal logo pela manhã que é batata!

Uma coisa que eu estranhava mas que tem um público fiel é o salgado frito logo às 7h da matina. Menina, a gente chega lá cedo tá aquele cheirão de fritura. Aí eu pensava: Jesus, quem tem estômago pra comer essas coisas logo pela manhã!? Mas olha, é saída garantida. O povo come que é uma beleza: coxinha, quibe, enroladinho de salsicha, pastel, pastel de vento, caldo de cana, refrigerante… é um banquete!

Ah… tem o cafezinho. Esse é sagrado. Por uma bagatela de R$ 0,30 você toma uma cafezinho especial. Num copinho maiorzinho de café. Uma coisa fina. E olha, tem disputa entre as lanchonetes para oferecer o melhor café. Tem uma moça que pega ônibus comigo diariamente que não toma o café da lanchonete que fica na frente da nossa fila não. Ela vai na última lanchonete do terminal pra tomar seu cafezinho matinal. Isso mesmo. Se é pra tomar o primeiro café do dia, que seja o melhor!!

Outra tendência fortíssima é o celular com rádio. Super tendência. Aliás é o último grito em Paris. E olha, não é celular pereba não. É coisa fina, minha querida. Um mais poderoso que o outro. Eu escondo o meu, porque me sinto humilhada.

E outra. Tem uma outra tendência fortíssima. O funk ouvido em alto e bom som sem fone de ouvido. Mas ontem o trocador do meu ônibus da volta – um senhor baixinho e magrelo, de bigode e cabelo bagunçado – estava ouvindo nada mais nada menos do que U2. Tá vendo. Eu tenho ainda esperança nas pessoas!

Tem uma muito boa de terminal e de ônibus e acho que não sou a precursora, mas sou a mais cara dura. Prestar atenção na conversa dos outros. Fato! Adoro e me divirto. A gente sabe da vida de todo mundo: do patrão ao cachorro.

Se você tem uma empregada doméstica em casa, minha filha, seu nome tá na boca do povo nos terminais e dentro dos ônibus. Sei tudo o que tem na sua casa, sei que você acorda tarde e seu filho é um relaxado que não gosta de tomar banho…. huahauhauha

Amada. Tem que andar na linha porque comentou alguma coisa com certeza vai ser malhado no terminal.

Ah, você falou com ela que não queria que nada saísse da sua casa!? Ixi, minha filha. Se você não estiver no terminal para se defender, seu nome já tá na “boca de Matilde”. E confesso. Tô até com raiva de você!!! hauhauhauhauah

Essa é só a prévia do que acontece nos terminais… mas tem muito mais… conto em outros episódios.

Beijos

Ju

02
fev
10

a família que voltou

A propósito, e atendendo a pedidos, preciso falar da família que voltou.

Apesar de parecer o contrário, sim, eu tenho família. hauhauhauahuah, sobraram algumas pessoas que prestaram. Acredita!? Nem tudo está perdido.

Realmente fazíamos parte de uma família numerosa, cheia de animação e hipocrisia, mas hoje os números dimuiniram bastante. Não é isso que acontece quando um tissunami passa nos lugares? Diminui em grande número a população!? Foi o que aconteceu com a minha família.

Depois de vários pequenos tissunamis, um maior – bem maior – terminou em catástrife. Danos muito graves assolaram essa família. Diria, inclusive, que os danos foram irreparáveis. Muitos membros dessa família simplesmente foram engolidos pela onda do desprezo, do desrespeito e da hipocrisia – uma moléstia que já atingia alguns membros.

Mas como diz o ditado popular: após a tormenta vem sempre a bonança! Foi o que aconteceu. Alguns familiares que tinham sido consumidos por tissunamis de grande magnitude anteriormente conseguiram se salvar e resgatar a família.

Sim. De quatro famílias, apenas 2 restaram. E olha… ganhamos pessoas maravilhosas a nossa volta. Pessoas que realmente queriam o bem comum, que estavam preocupadas umas com as outras e não com picuinhas e com hipocrisias.

Pessoas essas que não tem nenhuma hipocrisia, quando não gostam de alguma coisa falam mesmo doa a quem doer… ai que medo.

Sendo assim. É sempre bom ter sobreviventes após uma grande catastrofe natural. Familiares e famílias são placas tectônicas, qualquer movimento entre suas rachaduras ou fissuras causa um grande terremoto com magnitude 8 na Escala Richter.

Ainda bem que existem sempre sobreviventes, e esses, se apegam muito após tamanha calamidade!

Beijos

Ju

01
fev
10

dinheiro não traz felicidade…

Adorei essa. Copiei, na cara dura, do blog da Ju.

Dinheiro não traz felicidade, mas ajuda a sofrer em Paris.

Ai, Jesus… tava precisando tanto sofrer em Paris. Mas se não for pedir demais pode ser na Itália?

Ah, e na volta quero sofrer num spa!

huahauhauhauhauahuahuahauhau

ps: pra alegrar a segunda-feira calorenta!!

Beijos

Ju

01
fev
10

coisas que valem estar vivo

Lendo minha querida Martinha Medeiros (minha chegada, ela só não sabe!) ela comentou que estava assistindo Saia Justa no GNT  e a Monica Waldvogel sugeriu um exercício. Pediu para as outras participantes do programa falarem 3 coisas que fazem valer a pena estar vivo.

Eu não vi o programa – a Sky brigou com a gente – mas imagino como as respostas foram boas. Além disso resolvi fazer esse exercício.

Difícil, né!? Parando pra pensar tantas coisas valem a pena que não conseguiria fazer um top 3, mas vou tentar.

1) Amor: acho impossível viver sem amor. E não digo o amor de casal, mas o amor de uma forma mais ampla. Deve ser muito complicado você viver sem ser amado. Por sua família, por amigos, pelo seu amor, por alguém que está perto, por alguém que está longe, por um cachorro, por uma criança. Já pensou que sem graça a vida sem amor!?

2) Amigos: Porque seja pra um ombro amigo ou pra uma gargalhada sonora, os amigos são peças fundamentais para construção de uma vida plena. Eles são parte integrante do amor.

3) Supérfluos perecíveis: porque a vida é muito mais bacana com eles. Pipoca, filme, cinema, livros, batata frita, cachorro quente, pizza, X-banana, shopping, mais livros e livrarias, cafezim, biscoito, um pedaço de bolo quente, um copo de Coca-Cola, um carro com um som bem algo  – pra dirigir cantando…

Ah… tem muito mais do que 3 coisas que valem a pena cada minuto do nosso viver.

Vale a pena vir trabalhar de ônibus pelo simples fato de poder olhar a paisagem e ver um mar lindo, azul, areia branquinha e o Convento da Penha no fundo…

É… acho que vale a pena viver, heim!]

E você? Quais são suas 3 coisas?

Bjo

Ju

29
jan
10

uma família que não volta mais

Não sei se isso acontece com todos, mas depois que eu cresci  – e cresci bastante – comecei a analisar as coisas e as pessoas. Analisar comportamentos – meus inclusive – personalidades, situações, acontecidos.

E olha, juro, consegui entender muitas coisas da minha vida. Muitas mesmo.

Não fico bancando a analista não, mas acho que depois que cresci e vivi um pouco consigo perceber – muitas vezes sem querer – a personalidade das pessoas. E digo logo, muitas vezes não gosto do que descubro.

Fiz isso com os meus parentes. Sempre estivemos juntos, pelo menos em festas natalinas, mas um dia o caldo desandou – eu não entendia, era sempre tão bacana – mas hoje entendo tudo, nos mínimos, obscuros e delicados detalhes.

Hoje consigo entender que era uma relação meio doentia, dependente, até meio sem amor, mas existia uma relação. Era uma relação de obrigação. Até meio hipócrita. Só hoje consigo perceber.

Enfim, era bom. Mas não era sincero, pelo menos não 100%.

Tanta coisa mudou de lá pra cá. O mundo deu muitas voltas -  e olha, juro de verdade, agradeço a Deus por tudo – tudo mesmo – pelo que passei. Toda essa experiência – muitas vezes não tão boa – me fez ser melhor, me fez crescer e conseguir ter essa visão além do alcance.

E foi exatamente porque tudo mudou que hoje percebo que essa relação nunca mais será a mesma. Nunca mais terá a mesma harmonia – se é que um dia teve – nem mesmo a mesma hipocrisia, porque simplesmente não existirá.

Tem gente que prefere um amor hipócrita do que um dissabor verdadeiro. Eu juro. Prefiro um dissabor verdadeiro, doa a quem doer! Prefiro uma verdade que dói do que uma mentira que faz sorrir apenas por um momento.

É isso.

Beijos

Ju

29
jan
10

a moda e as tendências

Lá vou eu me meter a besta em falar de moda. Mas meus blogs companheiros me dão argumentos pra isso.

Bem, é o seguinte. Não existe mais aquela coisa de “tá na moda” porque tudo está na moda.  A moda agora não dita nada, não impõe nada, ela te mostra tendências que podem ou não serem seguidas.

A moda do momento é não ter moda. Nada tem que combinar com nada, você pode usar tudo junto ou tudo separado, pode prata com dourado…enfim, pode tudo.

A moda tornou-se mais flexível e pra algumas pessoas foi pior, porque precisam de direção e acabam virando refens da moda. Mas pra quem tem o famoso bom senso, não tem problema.

Vamos aos fatos: bolsa e sapato não tem necessariamente que combinar.  – lembra quando a gente comprava uma sandália e pensava – putz, não tenho uma bolsa dessa cor, e não usava até comprar a bolsa!? Era uma gafe fora do normal usar um sapato descombinando da bolsa.

Não precisamos combinar mas se combinar não tem problema. O que não dá é usar as coisas combinadinhas demais: sapato vermelho, cinto vermelho, bolsa vermelha, blusa vermelha… e corre do touro, porque ele pode confundir você com o pano do toureiro!!!

A “moda” do momento é “combinar” harmoniosamente tudo o que está usando, sem precisar combinar nada com nada, nem mesmo os estilos.

Quem te disse que vestidinho florido só combina com sandalinha rasteirinha fofis? Nada, combina com um sapato mais pesado, uma bolsa bem colorida, acessórios bacanas… e tal.

Bom, nesse momento eu tô numa crise de identidade do meu estilo. Na verdade, descobri que sou uma sem estilo. Saco… queria tanto ter um estilo pra chamar de meu!!

Mas semana que vem, tem fotinhos das roupas das amigas. Vamos fazer um Esquedrão da Moda entre as amigas! Ai, tô adorando isso!

Bom… a onda do momento é descombinar! Descombine aí e vê no que dá!

Beijos

Ju

29
jan
10

um cara pra chamar de vô

Sempre fico muito chateada quando vejo um velhinho na rua. Principalmente quando ele está rodeado de netos ou caminhando com a família.

Fico pensando que ele não teve a possibilidade de ser avô, de entrar comigo em meu casamento – ainda não teve, mas se tivesse tido ele não teria podido estar, de um dia me ver grávida, de conhecer a minha casa – e ir almoçar lá no domingo, de comprar presente pra os netos e estragá-los  – pois tenho certeza que ele faria, de ver a família crescer.

Talvez se ele tivesse vivido há muitos anos atrás, naquele tempo em que as pessoas casavam-se cedo, tinham vários filhos e aos 30 anos já estavam com a vida estabilizada e monótona, nada disso teria acontecido.

Mas ele foi nascer na era moderna. Com um filho de 38 e uma de 27 sem filhos, sem casar e tals… paciência.

Penso nisso sempre mesmo que vejo um velhinho. Penso na impotência de não poder ter feito nada, no alívio – mesmo que muito sofrido – de ele ter ido embora logo, sem dor e com o menor sofrimento possível (ele merecia), na ausência  – que corroi e maltrata, na saudade – que a cada dia aumenta mais, nas conquistas não divididas, nas alegrias ausentes, nas tristesas não compartilhadas, na angústia da incerteza – ele sempre me mostrava o caminho da certeza. Tudo isso nos foi tirado. Não pudemos viver juntos o tempo suficiente para viver tudo isso – a fase adulta, a fase mãe, a fase avô.

Vivemos, sim, intensamente cada momento. Ele foi um pai. Um pai presente, zeloso. Nunca será substituído. Ele ocupou todos os espaços que um pai de verdade pode ocupar. Como sempre ele foi muito competente. Como pai ele foi perfeito. Não tenho o que dizer dele. Foi mais do que muitos pais e foi mais do que talvez eu merecesse.

Talvez tenha sido tanto assim, em tão pouco tempo – apenas 24 anos – porque Deus sabia que ele não estaria presente em momentos cruciais da minha vida. Foi tão intenso exatamente pela quantidade pequena de tempo. O tempo corria contra a gente.  Fizemos bem a nossa parte.

Sim, muitas coisas ficaram por serem feitas. Não aconteceram, não acontecerão. Não poderei mostrar pra ele a minha casa, ele não poderá brincar com os meus filhos, ele não poderá me ajudar a fazer o projeto da minha cozinha, ele não vai fazer os furos com s furadeira no meu apartamento, eu não poderei fazer cachorro quente, nem errar o lugar da cerveja na geladeira – sim tinha lugares e tempo pra ficar em cada lugar, eu não poderei ligar pra saber o defeito do carro, ele não me ligará pra saber o saldo da conta, eu não poderei comprar um presente de aniversário, natal e dia dos pais…

Ganhamos coisas demais no curto período em que estivemos juntos. Mas vamos perder tantas coisas nesses anos que virão, pai.

Sim. É tudo isso que vem a minha cabeça quando vejo um velhinho na rua. Mas agradeço a Deus por ele estar presente na sua família.

Pena que não pude ver meu pai velhinho.

Beijo

Ju

28
jan
10

“vira folha”

Preciso admitir. Virei folha! Não perdi o amor pela outra, mas virei folha, a casaca… tudo que tinha direito.

Agora SOU VERDE E ROSA.

Sempre fui Mocidade,  ficava acordada pra ver a minha escola, mas fui ao ensaio da Mangueira e não teve como. Fui obrigada a virar a casaca feio.

Agora completei o álbum: flamenguista e mangueirense. Mas não foi nessa encarnação que nasci negona da bunda dura e com cabelo bem armadão. Puxa vida. Vim só com o nariz e com o samba no pé. Menos mal.

Acabei de ver o filme da Mangueira feito pela Conspiração Filmes. Lindíssimo, magnífico, de um bom gosto e uma fotografia de cair o queixo. Passei mal.

Vê aí e me diz. Você é ou não é Verde Rosa!?

É surdo um, mané. É surdo um!

Coisa linda de Deus.

Beijo

Ju

27
jan
10

o que faz você feliz??????????

Depois de um episódio em minha casa fiquei pensando… algumas pessoas precisam de muito para serem felizes. E o que pode acontecer? Pessoas infelizes, insatisfeitas e depressivas.

Acho Tenho certeza que pequenas coisas podem nos fazer feliz. Ao mesmo tempo que pouca coisa pode nos deixar extremamente irratados – como alguém passar por você e não te dar bom dia, sim a pessoa te conhece.

Lembrando disso, comecei a pensar que pequenas coisas me fazem feliz, mas muito pequenas mesmo e nem sempre estão tão longes de serem alcançadas e conseguidas.

Um pacote de batata frita me deixa muito feliz, um sorriso de um amigo, um abraço de uma pessoa que não vejo há anos, chegar em casa e ter cheirinho de comida, dormir abraçadinha com o Xó, sair para tomar um café com as amigas, sentar e rir um monte com as amigas, ver novela em casa deitada na minha cama com o Xó, ficar em casa sem fazer nada só vendo TV, ver filme em qualquer lugar, comer pipoca – do Xó porque a minha é murcha, falar vários minutos com as amigas até acabar com os créditos, ir pra casa depois de um dia regasso de trabalho, ouvir um “tá linda Tia Ju” da Lelê, perder uns quilinhos e a calça apertada finalmente entrar – essa parte é difícil, ver minha família com saúde, dar risadas mil com o povo da minha casa, passar o dia na praia comendo Doritos filado do meu irmão….

Ai, ai… tem horas que a felicidade está tão perto da gente e a gente busca tão longe.

Ai, como fiquei “bucólica” agora…. hauhauhauhauhauhaua

Beijos

Ju

27
jan
10

a voz do fantástico

Preciso desabafar…..
Vocês perceberam que a voz do Fantástico não é mais a voz do Fantástico???
Que simplesmente não é mais o Cid Moreira!????

Gente, como assim!? Existem coisas nessa vida que não podem ser mudadas. Tradição é tradição. Como assim, o cara não fala mais …”o show da vida”!?

Olha… cada dia que passa a Globo me decepciona mais… como pode!? Daqui uns dias colocam o Léo Batista na TV Globinho!

Por favor. Vamos protestar contra a nova voz do Fantástico. Eu já mandei um email!!

Beijos
Ju




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